CAMINHO

Exposição Fotográfica

Bruno Calado

18 Abril — 31 Maio 2026

3ª, 4ª e 5ª feiras — 10h00 às 13h00 | 14h00 às 18h00
6ª feira — 10h00 às 20h00
Sábado — 10h00 às 13h00 | 14h00 às 17h30
Horário 3ª, 4ª e 5ª feiras — 10h00 às 13h00 | 14h00 às 18h00
6ª feira — 10h00 às 20h00
Sábado — 10h00 às 13h00 | 14h00 às 17h30

Biblioteca Municipal da Póvoa de Santa Iria

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Sobre a Exposição

Há quem vá pela fé, quem vá pelo desafio e quem vá pela promessa. Uns vão peregrinar, outros caminhar, outros vão, simplesmente. Ninguém volta igual.

Há anos que ouço que "o caminho é mais importante que a chegada", mas como qualquer outra frase vulgarizada em cartões inspiracionais, nunca a valorizei.

A verdade é que nos quatro dias de peregrinação, sinto que de facto, o caminho é muito mais importante, rico e interessante que a chegada. O que se constrói neste caminho fica para além da efémera emoção sentida à chegada. Fátima, ou o ponto de chegada de qualquer outra peregrinação, não é o fim. É o início. De novas relações, de novas partilhas, de novas questões, de um novo Eu, que se renova a cada peregrinação.

É difícil explicar a alguém que está de fora como é que se tem vontade de repetir algo que provoca desconforto, dor, cansaço. Algo onde somos confrontados com fragilidades interiores, onde vivemos momentos que desconcertam emocionalmente, onde apanhamos chuva e granizo, e onde se dorme pouco.

Mas o quanto se cresce nestes momentos não é imediato, nem mensurável. Há muitas nuances e questões que me surgem depois de passadas as dores e o cansaço físico, e esses são os motivos que me fazem querer voltar, que me fazem querer partilhar mais um caminho em comunhão.

"CAMINHO" nasce desta experiência. É a minha introspecção fotográfica como peregrino, desde 2023, na peregrinação anual a Fátima pela família de peregrinos da Póvoa de Santa Iria, a que tenho o privilégio de pertencer e acompanhar.

A exposição reúne uma selecção de 34 fotografias a que se juntaram 13 testemunhos de peregrinos. É a minha forma de agradecer e homenagear a Lúcia e o Arlindo, a Cristina e o José Carlos, a Colette, a Andreia e o Fábio, a Margarida e o Luís, pela forma como organizam a peregrinação e nos proporcionam fazer este caminho. É também o meu eterno abraço ao Padre Adelino.

Agradeço também à Biblioteca Municipal da Póvoa de Santa Iria e à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira pelo acolhimento e apoio concedidos a esta iniciativa.

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